30 de abril de 2026
A noite no Rio de Janeiro tem um cheiro bem peculiar, sabe? Uma mistura agressiva de maresia, escapamento de ônibus de tubo furado e desespero perfumado....
23 de abril de 2026
O silêncio é, sem sombra de dúvida, a mercadoria mais cara do Rio de Janeiro. A minha quitinete em Copacabana fede a mofo, café amanhecido e solidão analógica....
16 de abril de 2026
Às vezes a gente morre, mas esquece de parar de respirar. O quarto de pensão na Lapa fedia a mofo & cachaça barata, um perfume que se misturava com...
12 de abril de 2026
Corinto, 336 a.C. O mundo estava prestes a ser engolido por um jovem macedônio com fome de divindade. Alexandre não era apenas um rei; ele era o “Dono...
10 de abril de 2026
Acordei com o sol do meio-dia martelando na minha janela imunda na Lapa & com o hálito de quem tinha engolido um cinzeiro cheio. O loft fedia a café...
3 de abril de 2026
O ar condicionado da UPA na Zona Norte do Rio tinha a mesma eficácia que uma oração em dia de tiroteio: servia apenas para manter o cheiro de éter e sangue...
26 de março de 2026
O Rio de Janeiro lá fora parecia uma carcaça de baleia apodrecendo sob o mormaço. O Bar do China, encravado num beco que a prefeitura esqueceu de batizar,...
19 de março de 2026
O ar-condicionado do Logam era uma piada de mau gosto. Ele bufava um ar asmático que não vencia o mormaço fluminense. Sabe aquele calor que não vem do...
12 de março de 2026
O cheiro de velório é uma mistura de lírios apodrecendo, cera de vela & o hálito de gente que finge que se importa. Eu detesto lírios. Eles têm cheiro...
5 de março de 2026
O cursor do Word pisca como uma ferida aberta. Eu odeio aquele brilho branco. Escrevo:
“O universo conspira a favor de quem vibra alto”.
Que...










